quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Programa a Bíblia Palavra Viva ao Vivo 16 de Agosto de 2017 ,Clique no Video!

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sábado, 12 de agosto de 2017

quinta-feira, 10 de agosto de 2017

INTIMIDADE


Intimidade e privacidade são conceitos que a pós-modernidade banalizou a tal ponto que parecem não trazer mais significado ou importância alguma.  Por dinheiro, por exibicionismo ou por pura curiosidade muitos hoje em dia rompem as barreiras do público e do privado fazendo com que ambos os mundos percam seus valores.
Quando olho para este tema porém à luz da Bíblia meus olhos são levados a instrução de Cristo:entra no teu quarto ... (veja o verso todo de Mt 6:6).  É a experiência do quarto fechado, como costumo chamar, que me dá toda a relevância do conceito de intimidade no âmbito de minha vivência cristã.
A princípio e só para enfatizar, Jesus deixa claro que tudo começa lá no quarto fechado.  Só quem passou por ele e que sabe o que é privar da intimidade com o Senhor que saberá quão significativa é a sua fé, sua comunhão com Deus e sua adoração.
Mas, com base no texto, vamos implicar alguns pontos: O que é preciso para a intimidade do quarto fechado?  Qual a sua abrangência?  Quais os resultados?
Jesus começa tratando do assunto com a seguinte indicação:  ... feche.  É preciso ter atitude e disposição para ir ao encontro da intimidade com Deus, fechando a porta exterior e se deixando ser levado pela companhia sagrada.
Na história bíblica muitos assim fizeram.  Abraão ofereceu seu filho; Moisés subiu ao monte; Elias caminhou quarenta dias; Paulo esteve no deserto por três anos; além do próprio Cristo que por várias vezes trocou o sono da noite por horas na intimidade com o Pai.
O texto também chama a atenção que é no quarto fechado que o nosso Pai nos vê em secreto.  É lá onde todas as máscaras são tiradas e ficamos completamente expostos diante do amado.  Não há segredos na intimidade com Deus e ainda assim somos aceitos e queridos nesta presença.
Davi no Salmo 139 descreve tal desnudamento na presença divina como só quem já desfrutou de tal intimidade pode falar: Senhor, tu me sondas e me conheces.
E Jesus conclui: seu Pai o recompensará.  O resultado da intimidade com o Pai no quarto fechado é a certeza de que estamos bem onde o Senhor nos quer, e isto é satisfação garantida; é alegria eterna; é sentido na vida; é o Pai nos cobrindo com sua recompensa.
Quando desfruto de tão bendita intimidade, então – e só então – sei que meu trabalho não é vão no Senhor e que minha adoração sobe em cheiro suave ao trono da graça.
Que o Senhor nos leve a esta intimidade, pois lá é nosso lugar.

(Em 25/09/2009 este texto veio a tona pela primeira vez no sítioibsolnascente.blogspot.com)

UNS AOS OUTROS


Dediquem-se uns aos outros com amor fraternal. 
Prefiram dar honra aos outros mais do que a si próprios.
(Rm 12:10)

A expressão uns aos outros (em grego: ἀλλήλων – 'allelon') é um pronome recíproco plural que, no NT grego, aparece 24 vezes somente nas cartas paulinas.  Para ajudar na compreensão do significado e da força do termo original, veja aí um resumo das instruções apostólicas:

Interdições:
# Julgar – Rm 14:13
# Devorar – Gl 5:15
# Invejar – Gl 5:26
# Mentir – Cl 3:9
Instruções:
# Amar – Rm 12:10 / 1Ts 4:9
# Receber – Rm 15:7
# Servir – Gl 5:13
# Suportar – Ef 4:2 / Ef 5:21 / Cl 3:13
# Perdoar – Ef 4:32 / Cl 3:13
# Consolar – 1Ts 4:18
# Admoestar – Rm 15:14 / Cl 3:16 / 1Ts 5:11
# Saudar com ósculo – Rm 16:16 / 1Co 16:20 / 2Co 13:12

* E só pela curiosidade.  A palavra em português paralelo – igual em espanhol: paralelo; em italiano: parallelo; em francês: parallèle; e até em inglês, holandês e alemão: parallel – todas derivam desta expressão grega: παρά + ἀλλήλων, cuja tradução livre seria: um ao lado do outro.  Ah! Sim! Antes que me esqueça, em grego moderno a expressão é παράλληλο.

NO TEMPO E NO LUGAR DE DEUS

 Calem-se diante do Soberano, o Senhor,
pois o dia do Senhor está próximo.
O Senhor preparou um sacrifício;
 consagrou seus convidados.
(Sf 1:7)
Visando a nossa reflexão prática sobre como proceder e se comportar na adoração ao nosso Deus, dois pontos precisam ser observados aqui: tempo e lugar.  Como seres humanos que somos, estamos inseparavelmente submetidos às limitações do espaço e do tempo, por isso devemos considerá-lo quando vamos até a presença de Deus para cultuá-lo.
No livro de Gênesis nós lemos que "abençoou Deus o sétimo dia e o santificou" (2:3).  Este princípio vai ser repetido no quarto mandamento que nos instrui a santificarmos o sétimo dia ao Senhor (Êx 20:8).  Com isso Deus está requerendo para si um tempo determinado – santificado – que não poderá ser contaminado com qualquer outro propósito: o dia do Senhor é questão de prioridade para o servo de Deus.  Os cristãos guardam o domingo em memória da obra salvífica e vitoriosa de Cristo na ressurreição; e este tempo tem que ser sempre observado como um tempo de temor e dedicação, consagração e submissão a Jesus.  Este é o tempo que Deus reservou para si e não podemos ocupá-lo com nada além da adoração.  Pensando ainda nisto, devemos reafirmar o nosso compromisso de estar sempre e pontualmente na presença de Deus para adorá-lo.
Diante do templo Jesus afirmou: "A minha casa será chamada casa de oração" (Mt 21:13).  Com isto Jesus reconhece que Deus tem reservado para si um lugar especial onde haverá sempre de se revelar de maneira especial e onde os seus fieis se dedicarão à prática prioritária da oração.  O lugar do crente se somar na busca do eterno Deus é o santuário – lugar destinado à adoração.  E podemos ir além usando as palavras de Hebreus: "Não deixemos de reunir-nos como igreja" (10:25).  A Bíblia nos instrui a não abandonar, mas nos ligar ao local onde Deus há de falar e ouvir o seu povo em adoração.
No tempo e no lugar de Deus nos unamos em adoração.
(do livro "No Baú da Adoração" publicado em 2004)

VAMOS À CASA DO SENHOR

Alegrei-me com os que me disseram:
"Vamos à casa do Senhor!"
(Sl 122:1)
Em primeiro lugar convém ressaltar que toda adoração deve ser dirigida ao Deus eterno, santo e soberano, que nos criou e nos resgatou em Jesus Cristo.  O crente adora ao Deus que está conhecendo e conhece o Cristo que está adorando – esta é a dinâmica da vida cristã.
Daí a compreensão de que culto é memorial dos atos poderosos de Deus na história, é gratidão pela libertação, é submissão à soberania inconteste de Jesus e é celebração pela vitória final de Cristo e suas hostes.
Mas, principalmente, percebemos a certeza de que adoração é encontro – do crente consigo mesmo e com o próximo – e acima de tudo do adorador com o seu criador.  Na adoração nos encontramos com o sentido de nossa vida, razão de nossa existência.  O encontro com Cristo que se dá na adoração reorganiza a nossa vida, estabelece valores e nos conduz a salvação.
Culto é colocar toda a nossa existência, vontade e projetos no altar de Deus, é ter o Mestre como primazia e transformar o lugar e o tempo de estarmos na presença sagrada de Deus a oportunidade de darmos sentido a nossa vida e destino a nossa história.  No baú da adoração somos conduzidos em louvor através de coisas velhas e novas à presença daquele que é tudo em todos (Fp 4:8).
Agora fazem sentido as palavras do salmista: "Alegrei-me com os que me disseram: Vamos à casa do Senhor!" (Sl 122:1).

(do livro "No Baú da Adoração" publicado em 2004)

NO DIA EM QUE O SOL PAROU


A história do dia em que o sol parou, lá no Antigo Testamento, está entre aquelas mais lembradas das narrativas bíblicas.  Mas para entender melhor o episódio deixe-me inicialmente colocá-la num contexto.  A conquista dos filhos de Israel da terra prometida no século XV a.C. aconteceu em meio a batalhas sangrentas.  Josué liderou o povo como um militar e sempre os animou a tomar a iniciativa e enfrentar seus inimigos dispostos à vitória.
O que ocorreu e foi narrado no capítulo 10 do livro de Josué não segue a mesma linha de acontecimentos: liderados por Adoni-Zedeque, rei de Jerusalém, uma coligação se levantou e desafiou os gibeonitas.  Para defender seus aliados, Josué juntou seus melhores homens e partiu para a guerra.
E antes de chegar no inusitado da história – o evento do sol parado – já podemos aprender algo.
A primeira lição é de solidariedade.  Os reis se juntaram para atacar Gibeon.  E para defender seu aliado, Israel se lançou à batalha.  Tudo começa quando o povo de Deus é capaz de sentir a dor e o problema do outro e se envolver procurando se somar na resolução dos mesmos.
Textos não faltam neste sentido: no AT o Sl 133 fala em vivermos em união e no NT Jesus declara que nossa identidade só aparecerá quando amarmos uns aos outros (está em Jo 13:35).  Tudo indica que Josué e seus homens realmente anteciparam a instrução paulina de compartilhar o choro e a alegria do outro (como é dito em Rm 12:15).
A segunda lição vem da atitude de Josué em reunir seus melhores homens (veja Js 10:7).  Para enfrentar as batalhas que sobrevêm contra nós – principalmente as batalhas espirituais – temos de colocar o que temos de melhor a disposição do nosso General.
Aqui lembro ainda das palavras de Jesus que fala em Mt 6:33 em dar o primeiro lugar ao Reino de Deus.  Também não posso me esquecer da advertência de Jeremias quanto ao fazer a obra de Senhor de modo negligente (leia em Jr 48:10).
É nesse momento que o surpreendente acontece.  Quando o povo de Deus se coloca com amor e disposição, o próprio Senhor faz aquilo que não nos é possível (lembre de Mt 19:26).  Duas expressões do verso 14 nos dão o tom da ação divina.
Em primeiro lugar é dito que o Senhor atendeu a um homem.  O que está claro aqui é que quando um servo fiel entra em oração, Deus atende.  Tiago ainda observa o mesmo sobre o profeta Elias que, mesmo sendo humano como nós, Deus o atendeu segurando a chuva.
A outra expressão é que o Senhor lutava por Israel.  O nosso Deus vai a nossa frente e luta por nós.  É o caso da confiança de Neemias ao incentivar o povo na reconstrução do muro (confira Ne 4:20).
É isso que acontece: Deus manipula as leis naturais para agir poderosamente em favor dos seus filhos quando estes se unem com dedicação, amor e zelo, e quando entram na batalha em oração e confiança (compare Gn 8:22 com Js 10:13 e veja do que Deus é capaz!).
Com ousadia, nos entreguemos à batalha espiritual, certos de que o Senhor vai fazer o sol parar, até que nossos inimigos se ponham em fuga e a vitória esteja conquistada para o seu louvor.

(De ibsolnascente.blogspot.com em 23 de outubro de 2009)